domingo, 16 de agosto de 2009

No caminho para a Chapada

De Salvador para a Chapada da Diamantina pegamos a rodovia BR 324 até Feira de Santana. Apesar de ser duplicada a pista é muito ruim, cheia de buracos remendados e ondulações. A partir de Feira de Santana deveríamos acessar a BR 116 (sentido sul). A sinalização é precária, se não fosse pela informação de um caminhoneiro não acertaríamos o caminho. Na BR 116 teve um tombamento de uma carreta que transportava madeira e como a pista é simples ficamos parados por um tempo até liberarem a pista. É o segundo acidente que vimos nesta viagem. O primeiro foi perto de Teixeira de Freitas com um caminhão que transportava eucaliptos.

Saímos do litoral em direção ao interior da Bahia e a paisagem vai se transformando até mudar completamente. Não se vêem mais coqueiros, somente uma vegetação rasteira, com árvores mais baixas e muitos, muitos cactos.

É bom abastecer o tanque do carro, pois por kilômetros e kilômetros não se vê nenhuma cidade nem ninguém. Chegamos a Lençois e pesquisamos algumas pousadas. Acabamos ficando na Pousada Lua Rara, preço bom, quarto bom, perto do centrinho e ainda tem internet grátis!

Ainda em Salvador

Antes de ir para a Chapada da Diamantina visitamos mais dois pontos turísticos em Salvador. Um deles é o Farol da Barra que fica na extremidade da cidade e tem uma vista linda para o mar. É um bom lugar para mergulhar pois na maré baixa formam-se piscinas naturais. No domingo um trecho da avenida que beira o mar é interditado para circulação de pedestres.
Outro ponto turístico que visitamos foi o Elevador Lacerda que faz a ligação entre a cidade alta e a cidade baixa. Na cidade baixa tem o Mercado Modelo com artesanatos variados. O visual não é tão bonito e não se pode dar dois passos sem ser abordado por um ambulante ou pedinte. Desculpem-me o desabafo, mas haja paciência!
Na cidade alta avista-se o mar e várias embarcações no horizonte. Dali para o Centro Histórico são poucos metros de distância.

sábado, 15 de agosto de 2009

Praia do Forte - BA

A praia do Forte fica no litoral norte da Bahia, a 55 km de Salvador. O acesso se dá pela Estrada do Côco. Lá tem uma base do Projeto Tamar - vale a pena fazer uma visita guiada, o Itamar (da foto) falou várias curiosidades sobre as tartarugas.
A vila é muito bem cuidada e sinalizada, tem restaurantes e lojas (algumas chiques) e um vai-e-vem intenso de pessoas.
A praia é de tombo com faixa de areia estreita e a água tem aquelas algas marinhas no raso. É uma praia urbana mas tem trechos mais sossegados.

Foi a última praia da nossa viagem, amanhã nos despedimos de Salvador e vamos para a Chapada da Diamantina.

Salvador

Pegamos uma lancha rápida em Valença (dessa vez a lancha era maior e a travessia foi mais suave). Em Valença pegamos o carro e fomos para Itaparica, lá pegaríamos o ferryboat para Salvador.
Eu nunca tinha entrado num ferryboat - uma embarcação enorme que transporta pessoas e veículos. No andar que vão as pessoas parece um ônibus gigante. De Itaparica para Salvador são mais 40 minutos de ferryboat.


Salvador, capital da Bahia, muitos carros, trânsito, coisas que tínhamos esquecido que existem. Lá encontramos meus pais no Hotel Oceânico - Armação.
Seguimos a dica do Wagner e almoçamos no Restaurante Ki-Mukeka. Comida boa e muito bem servida. O Alex comeu mokeka de siri e aprovou.

Visitamos o Pelourinho que fica no Centro Histórico de Salvador. Ladeiras de pedra, lojinhas e restaurantes fazem de lá um lugar gostoso de passear.


Ferryboat Salvador
http://www.travessiasonline.com.br/

Restaurante Ki-Mukeka
www.kimukeka.com.br

Hotel Oceânico - Armação
http://www.hoteloceanico.com.br/

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Morro de São Paulo

Amanheceu chovendo em Morro de São Paulo, mas parece que a chuva aqui é sempre passageira. Logo ela deu lugar ao sol e nós aproveitamos e fomos para a 4ª praia. É engraçado as praias não terem nomes aqui. A 1ª praia é bem curta, a 2ª é onde ficam os bares, restaurantes e algumas pousadas, a 3ª também é curta e tem restaurantes, mas a faixa de areia é pequena, e a 4ª é a mais sossegada onde tem piscinas naturais para quem quer mergulhar e ver peixinhos. Alugamos uma máscara com snorkel e vimos muitos peixes.

Aqui está a foto do táxi que eu falei ontem (com telefone e tudo).

Morro de São Paulo é uma ilha cara - hospedagem, refeições e todos os outros itens vendidos - tudo chega de barco, inclusive material de construção. Olha esse rapaz descarregando cimento.

No final da tarde fomos à Toca do Morcego. É uma área em cima do morro de onde dá pra ver o pôr do sol. Eles colocam esteiras, almofadas e redes penduradas nas árvores e a galera passa o fim de tarde lá. Depois do pôr do sol rola uma música ao vivo. Muito gostoso esse lugar!


Amanhã deixamos nossos amigos e vamos para Salvador. Até lá!

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Itacaré - Morro de São Paulo

Saímos de Itacaré em direção à Valença, onde pegaríamos uma lancha para Morro de São Paulo.

No caminho paramos para tomar um côco, afinal onde é que você consegue comprar um côco por R$ 0,50? Só na Bahia mesmo. O côco gelado era um pouco mais caro = R$ 1,00!

No porto de Valença pegamos uma tal de lancha rápida. De lá até Morro são 40 minutos "com emoção". A lancha era pequena mas muito rápida. Naquela velocidade em alto mar me senti como se estivesse num pau de arara a 90 km por hora numa estrada de terra cheia de buracos. Taí a emoção que faltava pra nossa viagem! Eu só conseguia pensar: "Onde será que estão os coletes salva-vidas?". Morro de São Paulo é uma ilha e aqui não circulam carros. Por isso ao chegar ao porto tem quinhentos garotos com um carrinho de mão oferecendo o serviço de "táxi" para levar suas malas. Há também os que são especializados em "táxi para crianças". Deve ser divertido sentar no carrinho de mão e passear pela ilha!
Nossos amigos Rogão e Daniela estão aqui em Morro, então fomos direto para a pousada que eles estão. Chama-se Pousada Farol do Morro e fica na 1ª praia.
Já deu pra perceber que Morro de São Paulo é querida pelos gringos (só se fala portunhol nas ruas) e que aqui também tem lojinhas e restaurantes charmosos como em Trancoso ou na Vila Madalena. Mas amanhã conheceremos as praias e aí teremos fotos e informações melhores.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Itacaré - Prainha

Apesar das praias urbanas também serem boas, o legal de Itacaré é pegar trilhas para chegar às praias mais distantes e pitorescas. Hoje fomos à Prainha. A trilha "oficial" sai da Praia Ribeira e dura cerca de 50 minutos. A vantagem de se conversar com os "locais" é descobrir outras coisas que não estão nos guias. Um rapaz taxista nos deu a dica de como chegar à Prainha por outro caminho. É uma trilha alternativa que dura cerca de 20 minutos, então os "bicho-preguiças" de São Paulo quiseram pegar o atalho pra andar menos.

Essa trilha é mais fácil que as outras que fizemos e é bonita também - passa por dentro da Mata Atlântica. É bom ir de tênis se não quiser enfiar o chinelo na lama.

Ao chegar à Prainha, uma sensação boa de felicidade. Contrariando todas as previsões, o dia ficou lindo, céu azul, sol a pino - um belo presente para o último dia em Itacaré. A Prainha também é uma graça, linda, cercada de coqueiros - o dono da HangLoose tem uma casa lá, de frente pro mar.
De todas as praias que fomos, essa foi a que teve ondas mais fortes. Os surfistas de plantão iam gostar dos tubos. Para os banhistas não é tão bom pois mesmo no raso, com a água no joelho, as ondas são tão fortes que acabam nos arrastando. Vejam nessa foto o surfista e as mulheres não tão longe, com a água no joelho (essas duas NÃO somos nós, ok?! rs).

Daria pra ficar umas duas semanas (ou mais) em Itacaré sem enjoar. Não conhecemos todas as praias nem fizemos os outros passeios de rafting, arvorismo, rapel, etc. Mas vai ficar pra outra hora, amanhã pé na estrada de novo, vamos para Morro de São Paulo.