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sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Califórnia - 4º dia - Yosemite Park

Tchau São Francisco! Vamos dar um pulinho ali no Yosemite Park!


Essa é a Bay Bridge, ponte que liga São Francisco a Oakland
O tráfego é dividido. Aqui estamos passando na parte debaixo da ponte.


Pegamos a estrada em direção ao Yosemite Park. A ideia inicial era fazer um bate-e-volta de São Francisco até lá, mas ainda bem que nos planejamos para dormir numa cidade mais próxima na volta (Sonora), porque a viagem é longa!




Contando com as paradas para "xixi, café e chiclete", acho que levamos 5 horas pra chegar até uma das entradas do Yosemite Park. Entramos pela Groveland-Big Oak Flat Entrance.

A entrada custou US$ 30,00 por carro.

Bom, finalmente chegamos! Que legal! Cansados da viagem, mas super dispostos a explorar o parque, paramos no Centro de Informações que tem logo na entrada. Uma das funcionárias foi super atenciosa conosco, nos deu um mapa e nos indicou a melhor programação levando em conta o tempo disponível e também a companhia da Malu, que a essa altura, já estava um pouco irritada de ficar no carro. A moça percebeu e deu de presente pra ela um equipamento de "Exploradora": uma espécie de apito, com bússola, lente de aumento, lanterna e porta treco! :D




O parque é gigantesco. Da entrada até o centro onde se concentram algumas atrações, hotéis e restaurantes (Yosemite Valley), são mais 40 km de estrada!
Nossa primeira parada foi na Tuolumne Grove, que era a atração mais próxima recomendada pela funcionária do parque. Estacionamos e pegamos uma trilha a pé de aproximadamente 30 minutos (ida), para ver algumas árvores gigantes, as Sequoias.


Pra chegar até as sequoias foram 30 minutos de descida. Mas no total a trilha tem 4 km e o tempo total de caminhada varia entre 1 e 2 horas. Na volta, elevação de 150 metros com Maluzita no cangote! Haja fôlego!



O tronco de uma sequoia pode chegar a 8 metros de diâmetro (!) e essas árvores podem viver mais de 2000 anos (!!). É impressionante, não é mesmo!? Os adultos mais resistentes vivem 100 anos... isto é, 5% do tempo de vida que uma Sequoia pode ter!

Túnel de uma Sequoia morta.
"O gigante caído" é como é chamada essa árvore - tão grande que não cabe numa foto só.
Nós em cima do Gigante!
Abraço

"Esse é o papai, essa é a mamãe e essa pinha pequenininha sou eu!" <3 nbsp="" p="">

Saímos da Tuolumne e pegamos a estrada até o Yosemite Valley. No caminho as paisagens vão se descortinando aos poucos e de repente você sente a boca seca e a baba escorrendo. Que visual lindo, meu Deus!
É clichê dizer, mas as fotos não conseguem revelar o que é o Yosemite Park ao vivo. É in-crí-vel!

 
Esse é um guarda-comida. 
Se vai acampar no Yosemite, nunca deixe comida no carro, ainda que seja dentro do porta-malas (a não ser que queira um urso de companhia nas refeições!). São tantos avisos espalhados pelo parque que realmente a coisa deve ser séria!


Câmera na mão, vem coisas lindas por aí!

E de repente a gente faz a curva e dá de cara com o Half Dome ao fundo - um paredão de granito. 

Half Dome ao fundo

Half Dome
O Half Dome é visto de várias partes do parque. Diz a lenda dos índios americanos que uma mulher e seu marido discutiram e lutaram. Os espíritos descontentes transformaram-nos em pedras - Half Dome e North Dome, para olharem pra sempre um para o outro pelo vale.

Como esses paredões se formaram é uma incógnita. Os geólogos pensam que os paredões de granito do Yosemite foram solidificados por cerca de 8 km para baixo do solo. Como ocorreu erosão nas demais rochas ao redor, os paredões de granito ficaram expostos como os vemos hoje.

Não sei como foi, só sei que é lindo, grande e que de certa forma, admirar essas paisagens, nos aproxima de Deus, o Criador.

Paisagens lindas
Esse paredão na foto abaixo é o El Capitain.
Juro, quase bati continência pro Capitão aí. Alto, imponente, ereto, poderoso... e eu uma formiguinha perto dele.

El Capitain




Demos uma volta pelo centro do parque - existe um micro-ônibus que faz um trajeto circular pelo Yosemite Valley. É um lugar incrível para passar uns dias, acampando, caminhando nas trilhas, se divertindo com a família ou entre amigos... mas por ora temos apenas algumas horas aqui, então decidimos fazer um picnic (rápido - para minimizar a possibilidade de ver ursos de perto!).

Escolhemos uma trilha próxima ao Nature Center at Happy Isles. Deu até pra pôr o pé na água geladésima do rio, que nessa época do ano (agosto) está bem vazio.


Mais pedra do que rio nessa época do ano
Cenário do nosso picnic


Pés congelando na água cristalina do rio.
A beleza do Yosemite está nas grandes e nas pequenas coisas

Esse foi nosso passeio pelo Yosemite, mas há muito, muito, muuuuuito mais para ver. Quem sabe voltamos quando a Malu for maior e puder fazer as trilhas com as próprias pernas... rs


Em tempo: não vimos nenhum urso além dos que estampavam os cartazes de aviso, mas vimos esquilos! :D


sábado, 16 de agosto de 2014

Londres, 3º dia

O 2º dia tinha sido bem puxado então para que ninguém desistisse da viagem mudei um pouco o roteiro do 3º dia. Começamos com um passeio de barco pelo Regent's Canal. Reservamos antecipadamente pela internet e pagamos na hora (é bom reservar porque o passeio é bem procurado).
Caminhamos do hotel até Little Venice (que é de onde saem os barcos da Jason's Trip em direção a Candem Town).

De Paddington a Little Venice, uma paradinha pra uma foto.

Esse é o nosso barco


No trecho inicial do canal vemos vários barcos-moradia. Sim, as pessoas moram nos barcos! Alguns barcos são comerciais; tem floricultura, museu, mercado, café...

Elas tinham acbado de acordar e estavam tomando café no seu "quintal flutuante".

Em um dos trechos o barco passa por um túnel.

Antes de morrer eu... quero conhecer o mundo inteiro! :-)

O barco continua pelo Regent's Canal e passa por dentro do Regent's Park. Avistamos algumas mansões que ficam dentro do parque, entre elas a do embaixador dos EUA.


Passamos pelo meio do London Zoo, o zoológico de Londres, que fica dentro do Regent's Park. Do canal é possível ver o viveiro dos pássaros e as hienas no lado oposto.

Esse passeio também pode ser feito a pé ou de bicicleta beirando o canal. Tinha bastante gente caminhando por lá.

Depois de 3,5 km chegamos a Candem Town.
Camden Town: aqui tem de um tudo um pouco, tudo junto e misturado. Talvez seja o bairro mais alternativo, exótico e liberal de Londres. Como diz um site, em Camden é comum cabelos manchados, piercings em lugares inusitados e tatuagens por todo o corpo. O estranho aqui é você.

Saindo do barco entramos numa espécie de feira gastronômica com as mais diversas comidas.

Essa é da Polônia

"O que é isso?", eu perguntei e esse rapazinho simpático respondeu: "O que parece ser? Salada, oras..." Dã

Comida da Galícia - polvo, lula e peixe




Tinha que ter um brasileirinho no meio né? Churros com Guaraná Antarctica

LPs



As barraquinhas se estendem por becos e ruelas sem fim






Além das barracas, tem comércio na rua toda.


Pirulito de maconha
A Malu deu um piti básico e acabamos não ficando muito tempo em Camden Town (queria tanto explorar as lojinhas!). De lá voltamos a pé pelo canal em direção ao London Zoo, que fica ali perto.



Restaurante chinês flutuante

Regent's Canal
Pronto! Agora sim o dia começou para a Malu! Chegamos no London Zoo! Esse seria o dia mais divertido pra ela (e talvez o mais cansativo pra mim!).


O London Zoo é o mais antigo zoológico científico do mundo, inaugurado em 1828.

Cadê a cabeça da tortuguita?

Parece de mentira né?


São 14 hectares de terra (haja perna!) e tudo é muito bonito e bem conservado.
Tenta-se reproduzir ao máximo o habitat de cada animal, então encontramos áreas bem diferentes dentro do mesmo zoológico.



Canguru bem pertinho da Malu
 
Não dê um mapa na mão de uma criança decidida ou terá pernas bambas no final do dia!

Além dos animais, esse zoológico possui áreas recreativas para as crianças, como parquinhos, brinquedos e até fontes de água (e não é que tinha um monte de criança tomando banho nas fontes? Hello, isso aqui não é verão não gente... vai lá pro Brasil que eu te explico).

Intercâmbio cultural

Sente a alegria da criança



Nesse brinquedo dá pra pular de galho em galho feito um macaco


Nessa área do parque ficamos a pé, no mesmo ambiente dos macacos. É como um Simba Safari sem carro. rs

Essa é a praia dos pinguins. Dizem que eles fazem acrobacias diante do público, mas não esperamos a hora do show.


Mais parquinhos


Do zoológico dá pra ver uma outra área do Regent's Park, onde fica o London Zoo.
Depois de animais, parquinhos, sorvetes e afins, saímos do zoológico e caminhamos até a Abbey Road... era a vez de outra criança ficar feliz!


Sabe aquela foto famosa dos Beatles atravessando uma rua que foi capa de um disco? Então... foi clicada aqui, bem pertinho do Abbey Road Studios, que continua lá.

No portão da Abbey Road Studios um aviso: não entre! Mas tirar foto pode né?!

Muitas e muitas homenagens no muro do Estúdio


E claro, muita gente atravessando a famosa faixa.
Em Londres quando não tem semáforo, tem faixa de pedestre pintada no chão e aí os carros são obrigados a parar. Mas nem todos tem paciência com as dezenas de turistas posando pra foto. Alguns carros param, outros buzinam, e alguns xingam, em inglês claro.


Mais de 50 fotos pra conseguir um click do meu pai sozinho na faixa! 


E aí é claro que eu tinha que fazer a montagem...

O quinto Beatle
Meu pai atravessava pra lá e pra cá. Eu corria entre os carros para me posicionar no mesmo ângulo da foto original (sim, meu pai é bem exigente). Enquanto eu gritava "vai pai, agora, agora, agora!"  tentava também não ser atropelada (já ocorreram atropelamentos de turistas na Abbey Road).
E do outro lado da calçada minha mãe sentada descansando, rindo da gente e cuidando da Malu que roncava no carrinho... aliás, isso é um carrinho ou um cabideiro?


Até o bonequinho da placa imita os Beatles.

Foi no caminho para a Abbey Road que minha mãe também ficou de sorriso aberto... afinal, ela foi ao supermercado! kkkkk Ela adora ir ao supermercado, seja onde for! E Londres está cheio desses mini mercados, como o Tesco Express.


Vou aproveitar esse post pra falar mais duas coisas sobre Londres.
Da próxima vez (se é que vai ter outra) quero conhecer Londres de bike. A cidade é plana e por todo canto é possível alugar bicicletas na rua. Você pega num ponto e devolve em outro. Diz o André, nosso taxista brasileiro, que os carros e as bicicletas convivem bem.
Alugar uma bike pode ser muito útil para conhecer os grandes parques de Londres. Eles são enormes... impossível conhecê-los por inteiro somente andando a pé.


A outra coisa que quero falar é sobre lixo. Senti falta de latas de lixo na cidade. Em alguns bairros de São Paulo vemos uma a cada poste! Em Londres não tem muitas, mas o cúmulo do absurdo foi quando, dentro da estação de metrô King's Cross, eu comi uma banana e procurei por um lixo para jogar a casca. Me aproximei de um funcionário do metrô e perguntei onde era o lixo mais próximo. Ele respondeu: "não tem latas de lixo dentro da estação, só lá fora, na rua. Joga aí mesmo, em qualquer canto." 
Oi?! "Jogar no chão?", eu perguntei. Ele: "sim... joga no chão em qualquer canto". Ok... mandou eu obedeci, mas não me conformo até agora de ter que jogar lixo no chão.
Pensei que talvez não tivessem latas de lixo nas estações por questões de segurança, pra ninguém esconder uma bomba, etc... Mas em outras estações haviam lixos... fiquei sem entender! 

O pessoal deixa lixo em qualquer lugar... dentro do trem, dentro do elevador... que horror! Aliás, toda hora a Malu me falava quando via lixo fora do lixo. "Em Londres tem muitos porquinhos", ela disse.

Jason's Trip
http://www.jasons.co.uk/booking.php